quarta-feira, outubro 28, 2020
Matrioska
Na altura em que começa esta história carregávamos em nós a dualidade do tempo: eramos suficientemente crescidos para acharmos que sabíamos o que queríamos e suficientemente naïfs para querer o que não sabíamos. Tínhamos tempo sem saber; e gozávamos o prazer de não saber o que fazer com o tempo.
É uma história que começa antes deste começo; como uma matrioska, que se encaixa, em sucessivas histórias e que todas juntas formam algo muito grande!
Esta história também começa com um encaixe! O da caixinha castanha? Sim, esse encaixe, na sua versão bem literal! Começa com uma dança, um colo, uma cama…e amor!
E siga que temos que ir ajudar o Sanches e a Maci a carregar os móveis da Teresa Carrington para a casa da Boavista…e siga fazer xixi para este pausinho que o período não vem e vamos lá tirar esta preocupação clichê de cima dos dias…
E nós...num sofá beje de outros tempos teus…e o silêncio;o pânico;e cada um, a fazer as suas contas. A somar, a subtrair…
Esta é a história de como percebemos juntos o privilégio de construirmos histórias juntos! De nos construirmos juntos!...e como nunca mais paramos essa construção!
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