quinta-feira, junho 02, 2005
Ontem fui acompanhar uns alunos da escola onde trabalho ao parque da cidade, onde como animadores que são, teriam que dinamizar actividades com as crianças que ali festejavam o dia de seu nome.
Fui de brincos que é como quem diz, fui como psicóloga.
Saí com um "par de cerejas" em cada orelha, que é como quem diz... “pode alguém ser quem não é?”
quarta-feira, maio 25, 2005
"...eu vejo tudo enquadrado!"
...hoje percorri a cidade no exercício que nem Philip Glass, de enquadrar as imagens urbanas numa banda sonora trauteada na minha cabeça. Há quem enquadre as cidades na moldura do papel fotográfico, ou quem as enquadre no quadro, no dito e próprio, enquadrado. E haverá com certeza muitas outras formas de lhes dar forma...
Certo é, as imagens são boas de enquadrar, que é como quem diz dar-lhes um suporte que as distancie de nós para novamente as podermos absorver.
Sortudos são os míopes que ainda não aderiram às lentes de contacto!
terça-feira, maio 24, 2005
Há dias que no sono não se dorme
Há semanas em que o nosso sono não adormece porque todo ele é feito de emoções vivas! Esta semana já tive muito medo no meu sono e dormi no sobressalto. Hoje ri às gargalhadas, e rir às gargalhadas é coisa que faço pouco quando estou no alerta do acordado. Talvez amanhã chore desalmadamente e depois discurse como gente grande e séria sobre a guerra no Mundo...
Mas o que gosto mesmo neste sono acordado é como ele me é contado e amparado pelos braços quentes que acordam ao meu lado para me verem viver durante o sono. E se eles não existissem ali eu não saberia que há sonos que não adormecem!
segunda-feira, março 07, 2005
Porque sim, porque não.
... agora tenho a questão...de escrever ou não... agora talvez a pressão...
gosto dos meus cadernos de papel... mas esses não os dou a ninguém. Não porque o conteúdo seja absolutamente secreto e intimo, mas porque não se anda por aí nas mesas de café a pedir às pessoas que leiam os nossos devaneios... e depois a reacção ... "..ah...que giro..., ãhãh...tá fixe..." ; "...a serio? Gostas?... " (e o Ego a vacilar entre o entusiasmo do elogio e a incerteza da veracidade). Cara a cara, frente a frente... as coisas sempre foram mais difíceis nesses termos.
Escrever num blog é uma forma protegida de se escrever... quem quer lê, quem não quer não lê. Quem quer comenta, quem não quer, lê apenas. E depois, no cara a cara e frente a frente, na mesa de café... só comenta quem gostou...e só ouve quem quer ouvir sobre a sua performance literária...
ai, ai... tropeço na contradição do segundo parágrafo... cravada no silêncio de todos estes dias de blog... cravada na existência incógnita para quase todos, deste bolg... cravada no medo da exposição... porque sim... porque não...
ai, ai...escrever ou não...?
gosto dos meus cadernos de papel... mas esses não os dou a ninguém. Não porque o conteúdo seja absolutamente secreto e intimo, mas porque não se anda por aí nas mesas de café a pedir às pessoas que leiam os nossos devaneios... e depois a reacção ... "..ah...que giro..., ãhãh...tá fixe..." ; "...a serio? Gostas?... " (e o Ego a vacilar entre o entusiasmo do elogio e a incerteza da veracidade). Cara a cara, frente a frente... as coisas sempre foram mais difíceis nesses termos.
Escrever num blog é uma forma protegida de se escrever... quem quer lê, quem não quer não lê. Quem quer comenta, quem não quer, lê apenas. E depois, no cara a cara e frente a frente, na mesa de café... só comenta quem gostou...e só ouve quem quer ouvir sobre a sua performance literária...
(...)
ai, ai... tropeço na contradição do segundo parágrafo... cravada no silêncio de todos estes dias de blog... cravada na existência incógnita para quase todos, deste bolg... cravada no medo da exposição... porque sim... porque não...
ai, ai...escrever ou não...?
sexta-feira, fevereiro 11, 2005
"London,London"é Portugûes!Foi o Zeca que o fez!
(...)
"Uma noite, fomos todos jantar a um dos restaurantes portugueses de Beauchamp Place, mesmo ao lado do Harrods. Ou foi no Fado ou na Caravela, já não me lembro. Eu, o Zeca Afonso, o Zé Labaredas, a Nina, a Manuela, a Milu, todas irmãs, o Gilberto Gil e o Caetano Veloso. Caldo-verde lembro que comemos.
No meio dos pastéis de bacalhau, Caetano Veloso confessou que estava atrapalhado. Os seus amigos do Brasil perguntavam-lhe como era a vida em Londres. Ele queria responder com uma canção, mas não sabia como.
E foi nessa noite londrina, num recanto bem português, que José Afonso trauteou o que viria a ser o famoso «London London» de Caetano Veloso. Sem créditos, a não ser para os que assistiram ao parto da canção."
"Uma noite, fomos todos jantar a um dos restaurantes portugueses de Beauchamp Place, mesmo ao lado do Harrods. Ou foi no Fado ou na Caravela, já não me lembro. Eu, o Zeca Afonso, o Zé Labaredas, a Nina, a Manuela, a Milu, todas irmãs, o Gilberto Gil e o Caetano Veloso. Caldo-verde lembro que comemos.
No meio dos pastéis de bacalhau, Caetano Veloso confessou que estava atrapalhado. Os seus amigos do Brasil perguntavam-lhe como era a vida em Londres. Ele queria responder com uma canção, mas não sabia como.
E foi nessa noite londrina, num recanto bem português, que José Afonso trauteou o que viria a ser o famoso «London London» de Caetano Veloso. Sem créditos, a não ser para os que assistiram ao parto da canção."
Luís Pinheiro de Almeida
Saudades de Londres em Portugal
...espero o 19 - Arsenal - e entro no 21 - Alegria - ...
...penso na Liverpoool Street Station e olho para S. Bento...
...peço uma pint e sai-me um fino...
...babo por baigles e como um biju com manteiga...
...entro no metro à espera do escuro e vejo a luz do dia...
...quero vestir a minha camisola preta e ela ficou aí...
...está frio e podias-me fazer um tea!
...penso na Liverpoool Street Station e olho para S. Bento...
...peço uma pint e sai-me um fino...
...babo por baigles e como um biju com manteiga...
...entro no metro à espera do escuro e vejo a luz do dia...
...quero vestir a minha camisola preta e ela ficou aí...
...está frio e podias-me fazer um tea!
quinta-feira, fevereiro 10, 2005
das 9h às 12h
...hoje só queria ter o que fazer no emprego das 9h às 12h...por isso hoje não se introduz ou justifica... hoje só se experimenta as letras no ecran a senti-las diferentes das do papel!
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